a grande sala dos recusados, e não só.

terça-feira, 11 de março de 2008

Mário de Sá-Carneiro (1)

. o álcool apenas o adormecia, o tabaco o enfastiava; as drogas - além de lhe repugnarem numa sensação gordurosa - só o abatiam, sem o fazerem vibrar, nem sonhar, nem esvair...
O seu álcool, em verdade, era-se ele próprio - e o seu éter, a sua cocaína...

Mário de Sá-Carneiro, «Céu em Fogo»

No meu tempo de escola secundária, Mário de Sá-Carneiro era tratado como um ser menor, provavelmente também agora o continua a ser. Os professores passado um século ainda o temem, não só a ele, mas à geração toda de Orpheu.
Pois eles que saibam, que a Arte de Vanguarda, não anda a reboque dos métodos de controlo social, pois eles que saibam que a Arte de Vanguarda, não anda atrás do que eles definem como clássico, pois eles que saibam que a Arte de Vanguarda não tem medo de ninguém, e muito menos deles, miseráveis pedagogos.
A Arte de Vanguarda, dirigida por mim, LAURENTINO DAMÁZIO, coloca Mário de Sá-Carneiro na galeria da Eternidade, Eternidade esta que comporta em si mesmo não só a própria eternidade, mas todas as outras
possíveis eternidades.

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