a grande sala dos recusados, e não só.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Almuadem

Almuadem foram a primeira banda de vanguarda do século XXI, eram de Braga e por esta cidade foram rejeitados. Almuadem não tinha rótulos, não pretendia ser definido, não pretendia a fama, não pretendia o capital, pretendia sim o arrombamento das Portas, pretendia o "Santo Sacrifício", pretendia a chegada à Nova Chernobyl.
Assim, a diferença é que enquanto, Nós víamos muros, Almuadem via portas.
E as pessoas do meu tempo insultaram, chamaram o grupo "de malucos à solta", chamaram o grupo de "loucos fugidos do manicómio".
E só hoje, passado um ano, acredito que Almuadem não teve o apoio merecido, a apreensão de todo o seu material musical foi um atentado à Arte. Foi uma forte facada no coração do que mais era necessário para que a banda não parasse. Admito que a policia foi inteligente, eles sabiam que só paravam o grupo de duas maneiras: ou prendiam os membros da banda, ou apreendiam o seu material. Optaram pelo segundo. O acontecimento foi abafado e poucas pessoas divulgaram o sucedido, sendo uma delas eu, a quem chamaram de doido varrido, e a outra pessoa Guilherme Von Martins, a quem aplaudo por tal atitude.
Por fim, eles acabaram. E Quem perdeu? Perdemos nós todos e perdeu a Arte. Para a história fica o seu génio, e a sua mais bela obra Nimrodel.

Ao André, Ao Gustavo, Ao Thomas, Ao Francisco e Ao Heitor, um bem-haja! e um muito obrigado!

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