Arte de Vanguarda

a grande sala dos recusados, e não só.

terça-feira, 11 de março de 2008

Mário de Sá-Carneiro (1)

. o álcool apenas o adormecia, o tabaco o enfastiava; as drogas - além de lhe repugnarem numa sensação gordurosa - só o abatiam, sem o fazerem vibrar, nem sonhar, nem esvair...
O seu álcool, em verdade, era-se ele próprio - e o seu éter, a sua cocaína...

Mário de Sá-Carneiro, «Céu em Fogo»

No meu tempo de escola secundária, Mário de Sá-Carneiro era tratado como um ser menor, provavelmente também agora o continua a ser. Os professores passado um século ainda o temem, não só a ele, mas à geração toda de Orpheu.
Pois eles que saibam, que a Arte de Vanguarda, não anda a reboque dos métodos de controlo social, pois eles que saibam que a Arte de Vanguarda, não anda atrás do que eles definem como clássico, pois eles que saibam que a Arte de Vanguarda não tem medo de ninguém, e muito menos deles, miseráveis pedagogos.
A Arte de Vanguarda, dirigida por mim, LAURENTINO DAMÁZIO, coloca Mário de Sá-Carneiro na galeria da Eternidade, Eternidade esta que comporta em si mesmo não só a própria eternidade, mas todas as outras
possíveis eternidades.

Mário de Sá-Carneiro


«O génio não só da arte como da inovação dela»

Fernando Pessoa

segunda-feira, 10 de março de 2008

Almuadem (1)


" O álbum Nimrodel é o primado da arte nova, o expoente da mente humana, o sacrif
ício do som..."

" É o maior álbum da música meridional do século XXI e também o maior álbum da música ibérica de sempre.”

Guilherme Von Martins

Almuadem

Almuadem foram a primeira banda de vanguarda do século XXI, eram de Braga e por esta cidade foram rejeitados. Almuadem não tinha rótulos, não pretendia ser definido, não pretendia a fama, não pretendia o capital, pretendia sim o arrombamento das Portas, pretendia o "Santo Sacrifício", pretendia a chegada à Nova Chernobyl.
Assim, a diferença é que enquanto, Nós víamos muros, Almuadem via portas.
E as pessoas do meu tempo insultaram, chamaram o grupo "de malucos à solta", chamaram o grupo de "loucos fugidos do manicómio".
E só hoje, passado um ano, acredito que Almuadem não teve o apoio merecido, a apreensão de todo o seu material musical foi um atentado à Arte. Foi uma forte facada no coração do que mais era necessário para que a banda não parasse. Admito que a policia foi inteligente, eles sabiam que só paravam o grupo de duas maneiras: ou prendiam os membros da banda, ou apreendiam o seu material. Optaram pelo segundo. O acontecimento foi abafado e poucas pessoas divulgaram o sucedido, sendo uma delas eu, a quem chamaram de doido varrido, e a outra pessoa Guilherme Von Martins, a quem aplaudo por tal atitude.
Por fim, eles acabaram. E Quem perdeu? Perdemos nós todos e perdeu a Arte. Para a história fica o seu génio, e a sua mais bela obra Nimrodel.

Ao André, Ao Gustavo, Ao Thomas, Ao Francisco e Ao Heitor, um bem-haja! e um muito obrigado!

Pedro Costa (1)

No Quarto da Vanda não é só o Apogeu do Cinema Universal. No Quarto da Vanda é a definição mais exacta de Apogeu. Aliás, a importância deste filme no século XXI, só poderá no futuro ser comparada à importância da Dobragem do Cabo Bojador no século XV.
Porque com o triunfo de Pedro Costa, vencemos nós e vence o Norte e o Sul da Arte. Viva! Viva!

domingo, 9 de março de 2008

Pedro Costa

"E depois ninguém sabe o que se vai passar quando se liga uma câmara de filmar. Nunca ninguém soube e é por isso que o cinema é grande. Os que dizem o contrário são uns farsantes e os filmes que fazem são umas merdas inúteis. Nunca ninguém soube o que é o cinema..."



Palmas para ti! Palmas!

Santa-Rita o Pintor! (1)

Cabeça Cubo-Futurista, 1912
Museu do Chiado

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